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terça-feira, 21 de julho de 2015

Duas mulheres da nossa terra

 Cacilda Santa Rosa e Cândida Terra, duas atrizes de teatro da cidade lembradas em livro e poesia. 

 Um Rio de Mulheres - A Participação das Mulheres Fluminenses na História do Estado do Rio de Janeiro, de autoria de Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil, foi publicado em 2003.



















HISTÓRIAS DE CACILDA E CANDINHA
HOMENAGEM A TODAS MULHERES BRASILEIRAS.
CABO FRIO RJ 1926

Eram muito amadas, pôr na “Passagem” ao bem organizarem.
Nos Bairros respeitadas, e as comunidades a lhes chamarem.
Consideradas Amigas Santinhas, pelo jeito Cristão no tratar.
Histórias de Cacilda e Candinha, pra gente ouvir e se orgulhar.

Era tempo de muita dureza, e Cabo frio passava necessidade.
Elas combatiam fome e pobreza, pedindo donativos na cidade.
Eram ainda tão mocinhas, mas já a tanta gente faziam ajudar.
Histórias de Cacilda e Candinha, coisas agradáveis de contar.

Com carinho e forma idearia, pouco um pouco pra população.
Fizeram visitar o Leprosário, e acabar com o viver em exclusão.
Dos doentes foram madrinhas, finda doença o Sanatório acabou.
Histórias de Cacilda e Candinha, que Paizinho Azuir nos contou.

Duas jovens de toda Luz, pra coisas boas tinham inspiração.
Discípulas do Mestre Jesus, e Afilhadas da Senhora Assunção.
Serenas levavam a vidinha, e reuniam as crianças para cuidar.
Histórias de Cacilda e Candinha, ajudaram muita gente estudar.

Nossa Candinha por aclamação, a Miss Cabo Frio se tornou.
E Pergentino Homem de ação, logo que lhe viu se apaixonou.
Merecem canção e Modinha, tinham a família junta a participar.
Histórias de Cacilda e Candinha, Pra hoje e pra sempre lembrar.

Elas Ajudavam no abastecimento, do povo pobre da Passagem.
Criavam algum entrosamento, pra poder haver camaradagem.
Pra Ter mais peixe e farinha, para a fome ou miséria minimizar.
Histórias de Cacilda e Candinha, que até dá vontade de chorar.

Nilo Mestre de cabotagem, Pai Nilo também Mestre na pescaria.
Um Navegador de toda Coragem, a quem o Mar de peixe servia.
Santas irmãs estavam manhãzinha, até todo pescado partilhar.
Histórias de Cacilda e Candinha, e são fatos pra nos emocionar.

Havia espírito de comunhão, de dividir com os necessitados.
Eram nossas virgens de Assunção, adoradas em todos os lados.
Ali vestidas humildezinhas, expressão de nobreza colossal.
Histórias de Cacilda e Candinha, a nossa gente tão divinal.

Azuir Filho, 11/11/2004 

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